Messi

Messi busca mais história na Copa contra o Egito nas oitavas em Atlanta

Messi busca mais história na Copa contra o Egito nas oitavas em Atlanta

Lionel Messi tem mais um capítulo histórico ao alcance das chuteiras quando a Argentina enfrentar o Egito nas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA, nesta terça-feira, em Atlanta. Com sete gols marcados no torneio após abrir o placar diante de Cabo Verde nas oitavas de 32 - numa vitória suada por 3 a 2, decidida com um gol de Cristian Romero que desviou em Diney Borges - o camisa 10 argentino chegou a um feito que nenhum jogador havia alcançado antes: ser o primeiro a marcar ao menos sete gols em duas Copas do Mundo diferentes.

O recorde, no entanto, já tem companhia. Kylian Mbappé igualou a marca no sábado, convertendo o pênalti que classificou a França sobre o Paraguai também nas oitavas, e Erling Haaland chegou igualmente aos sete tentos em sua primeira Copa, com uma dobradinha que eliminou o Brasil e colocou a Noruega nas quartas de final. Para quem quiser acompanhar de perto todas as estatísticas e desdobramentos desta Copa do Mundo, clique aqui SapphireBet e acesse uma cobertura completa do torneio. O que torna o duelo de Atlanta ainda mais carregado de significado é que Messi mira agora os oito gols, feito que pertence a Guillermo Stabile desde 1930 como único argentino a atingir esse total em uma única edição do Mundial.

Se balançar as redes contra os Faraós, Messi se tornará apenas o sexto jogador da história a marcar nos cinco primeiros jogos do país numa mesma Copa do Mundo. Antes dele, conseguiram esse feito: Just Fontaine, pela França em 1958; Jairzinho, pelo Brasil em 1970; Gerd Müller, pela Alemanha em 1970; Rivaldo, pelo Brasil em 2002; e James Rodríguez, pela Colômbia em 2014. Uma lista de honra que resume décadas de excelência individual no maior palco do futebol mundial.

Desgaste físico preocupa Scaloni antes do duelo decisivo

A classificação contra Cabo Verde teve um custo alto. Facundo Medina deixou o campo com câimbras severas antes do apito final, enquanto Enzo Fernández e Nicolás González, também acometidos por câimbras e um problema no tornozelo respectivamente, foram obrigados a terminar a partida porque não havia mais substituições disponíveis. O técnico Lionel Scaloni foi direto ao ponto no pós-jogo: "Nos minutos finais, não tínhamos substituições, alguns jogadores estavam com câimbras, e foi uma questão de defender como um gato acuado. Quando você não está jogando bem, tem que defender. O importante é que avançamos, e vamos corrigir os erros."

Atlanta representa o menor intervalo entre partidas para as duas seleções nesta Copa, e ambas já vieram de prorrogação na fase anterior. O calor intenso registrado nos jogos em Miami também pesou no físico dos jogadores argentinos, o que torna a gestão da recuperação nos dias anteriores ao duelo um fator tão importante quanto qualquer aspecto tático.

Sequências históricas em jogo para a Argentina

Além dos recordes pessoais de Messi, a seleção argentina carrega uma marca coletiva impressionante: marcou ao menos dois gols em cada um dos últimos dez jogos disputados em Copas do Mundo. Uma vitória com dois ou mais tentos diante do Egito colocaria a Argentina ao lado do Uruguai - que fez o mesmo entre 1930 e 1954 - como única seleção a alcançar esse feito em 11 partidas consecutivas. A defesa adversária não é exatamente encorajadora para os Faraós: o Egito sofreu nove gols em seus últimos seis jogos na história do torneio.

Egito quer escrever história africana com Salah como protagonista

Os Faraós chegaram às oitavas de final superando a Austrália nos pênaltis por 4 a 2, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação. Mohamed Salah, que gerou preocupações com uma lesão na coxa antes do confronto com os australianos, cumpriu os 120 minutos e ainda cobrou um pênalti com categoria, no estilo cavadinho, durante a disputa. O astro do Liverpool acumula 16 chances criadas nesta Copa do Mundo e precisa de apenas duas mais para igualar o recorde de um jogador africano numa única edição do torneio, estabelecido por Kevin-Prince Boateng, do Gana, em 2010 com 18.

O Egito tem a chance de se tornar a quinta nação africana a alcançar as quartas de final de uma Copa do Mundo, seguindo os passos de Camarões em 1990, Senegal em 2002, Gana em 2010 e Marrocos em 2022 e 2026. Uma eventual classificação renderia um duelo com Colômbia ou Suíça na próxima fase. Não é uma missão simples: Argentina e Egito nunca se enfrentaram em uma Copa do Mundo, e o único precedente recente entre as duas seleções é uma vitória argentina por 2 a 0 em amistoso disputado no Cairo em 2008 - partida da qual Messi ficou de fora por lesão.

A Argentina chega invicta em oito jogos contra seleções africanas em Copas do Mundo, com duas dessas vitórias conquistadas nesta própria edição (3 a 0 sobre a Argélia, 3 a 2 sobre Cabo Verde). Nenhuma seleção na história da competição venceu três adversários africanos numa única Copa. Se confirmar esse feito em Atlanta, a Argentina entrará para os livros de mais de uma maneira.