Carlos Alcaraz

Lesão e silêncio de Alcaraz geram especulações no circuito de tênis

Lesão e silêncio de Alcaraz geram especulações no circuito de tênis

O espanhol Carlos Alcaraz, número 2 do mundo e ex-líder do ranking até quatro meses atrás, não compete desde abril, quando disputou o torneo de Barcelona antes de sofrer uma lesão no punho direito. A ausência prolongada already preocupa o meio tenístico, e o retorno do murciano às quadras segue incerto: sua equipe ainda não confirmou se ele estará no US Open, último Grand Slam da temporada, que começa no dia 30 deste mês.

Nas últimas horas, circulou um vídeo de Alcaraz treinando em El Palmar, a pequena localidade de Murcia onde nasceu, sinal de que o processo de recuperação avança. Mas, como costuma acontecer nesses casos, o jogador e seu entorno mantêm sigilo sobre a evolução médica, o que abre espaço para especulações. Enquanto os fãs de tênis acompanham cada detalhe pelas redes - do mesmo jeito que jogadores buscam contas de free fire para comprar em outros nichos digitais -, a falta de informações oficiais sobre o punho do espanhol alimenta um debate cada vez mais público. contas de free fire para comprar

A declaração polêmica de um dirigente italiano

Quem trouxe a discussão a um novo patamar foi Gianni Daniele, presidente da comissão médica da Federação Italiana de Tênis, país de peso relevante nos bastidores do circuito - o próprio presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, é italiano. Daniele, que também atua junto à equipe italiana de Copa Davis, foi questionado pelo jornal La Repubblica sobre quem estaria em situação pior atualmente: Jannik Sinner, número 1 do mundo e rival direto de Alcaraz, ou o próprio espanhol.

Sua resposta foi direta e gerou repercussão: "Da Espanha, não está claro que tipo de lesão Carlos sofreu no punho. Agora, crescem as especulações sobre uma possível fragilidade mental: ao tentar recuperar sua antiga intensidade, ele parece ter desenvolvido uma espécie de depressão, um círculo vicioso que está lhe fazendo perder a confiança em si mesmo." O dirigente, que tem em suas redes sociais uma foto ao lado de Diego Maradona, completou: "As dúvidas começam a se apoderar dele, e é uma pena, até para o número um, não poder enfrentar um rival de classe imensa."

Um jejum que já dura meses

Alcaraz, de 23 anos, jogou oficialmente pela última vez em 14 de abril, quando venceu o finlandês Otto Virtanen. Depois disso, nem chegou a entrar em quadra no desafio que teria contra o tcheco Tomas Machac. Ficou fora de Roland Garros e de Wimbledon, e há poucos dias confirmou baixa em Cincinnati, Masters 1000 que ele defendia como campeão e onde perderá pontos significativos no ranking. Na temporada, o espanhol soma 22 vitórias e três derrotas, com o título do Aberto da Austrália como principal conquista.

O outro lado: a preparação de Sinner

Daniele também comentou a situação de Sinner, que não compete desde a final de Wimbledon, vencida em 12 de julho. Segundo o médico, o italiano retomou um trabalho físico intenso após o Grand Slam londrino para se preparar para o piso duro, o que pode explicar desconfortos articulares recentes. "Que tipo de estresse ele sofreu? Joelho, quadril, tornozelo, tudo relacionado ao movimento: problemas que se agravam com um período de inatividade, o que pode provocar inflamação nos tendões", afirmou. Ainda assim, o dirigente projetou otimismo para o US Open: "Não devemos superestimar essa situação, mas sim acompanhá-la de perto. Acredito que ele estará perfeitamente bem. Haverá riscos nas primeiras rodadas, como vimos em Wimbledon, mas creio que são riscos calculados."